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Ministro Barroso do STF chora ao pedir desculpas por chamar Joaquim Barbosa de ‘negro de primeira linha

Ministro Barroso do STF chora ao pedir desculpas por chamar Joaquim Barbosa de ‘negro de primeira linha

Barroso STF chora ao pedir desculpas por chamar Joaquim Barbosa de “negro de primeira linha”

Na abertura da sessão do STF de hoje, o ministro Luís Roberto Barroso emocionou-se ao pedir desculpas por uma fala desastrada de ontem, quando chamou o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, de “negro de primeira linha”.

O ministro do STF Luís Roberto Barroso pediu desculpas nesta quinta-feira ( 8) por ter chamado o ex-presidente da Corte Joaquim Barbosa de “negro de primeira linha”, na véspera, em cerimônia de inauguração da foto de Barbosa na galeria de ex-presidentes do tribunal. Barroso alegou que a declaração foi “infeliz”.

“Gostaria de pedir desculpas às pessoas a quem possa ter ofendido ou magoado com essa afirmação infeliz. Gostaria de pedir desculpas, sobretudo, se, involuntária e inconscientemente, tiver reforçado um estereótipo racista que passei a vida tentando combater e derrotar”, disse o ministro.

Barroso pediu a palavra logo na abertura da sessão de julgamentos desta quinta, para comentar sobre a declaração. “Primeira linha se referia, como intuitivo, a acadêmico. E a referência a negro era para celebrar uma pessoa que havia rompido o cerco da subalternidade, chegando ao topo da vida acadêmica.”

“Contudo, manifestei-me de um modo infeliz e utilizei a expressão ‘negro de primeira linha’. Não há brancos ou negros de primeira linha porque as pessoas são todas iguais em dignidade e direitos sendo merecedores do mesmo respeito e consideração”, completou Barroso.

No dia anterior, na tentativa de fazer um elogio, Barroso falou sobre Barbosa como “negro de primeira linha”. “A universidade (Uerj) teve o prazer e a honra de receber um professor negro, um negro de primeira linha vindo de um doutorado de Paris”

Barroso também tinha enfatizado a importância de Barbosa como relator da Ação Penal 470, o chamado mensalão, e a presença do nome do ex-colega de Corte entre possíveis candidatos à presidência. “Demonstra que a nação brasileira reconhece que Vossa Excelência, tanto no plano simbólico como no real, saiu de Paracatu em Minas para virar um exemplo”, apontou o ministro. Com informações do Brasil 247.




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