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Pequeno ensaio sobre o tempo e a vida – Por Marcio Guedes Berti

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Por Marcio Guedes Berti – 31/12/2016

Semana passada, eu dizia que o Natal de 2016 se aproximava; hoje, ele já passado! Como o tempo passa, não é mesmo? Estamos, agora, na última semana de 2016; 2017 se aproxima! Já dizia Cazuza, em sua música, “o tempo não para”! Ah, o tempo! Dizem que o tempo é o melhor remédio para tudo. De fato, o tempo cura a dor da saudade, cicatriza a ferida do amor e até ameniza a dor pela perda de um ente querido; entretanto, por outro lado, o tempo faz um papel abominável, pois a medida que passa, segundo após segundo, carrega consigo as nossas vidas! O tempo está e caminha sempre de mãos dadas com a vida; a vida, por sua vez, nada mais é do que a ligação de dois elos, o nascimento e a morte. A vida se desenrola no tempo; segundo após segundo, desde o nascimento, caminhamos para a morte. Não há como desassociar a vida do tempo! E o tempo (ah o tempo!), sempre foi objeto de instigação e estudo. Dentro da fenomenologia e da hermenêutica, muitos filósofos se ocuparam de estudar o tempo; por todos, é possível citar Martin Heidegger (1889-1976) e Hans-Georg Gadamer (1900-2002). Heidegger, em sua magnifica obra “Ser e Tempo” (1927), disse que “todo ser é um ser rumo à morte, mas apenas os humanos reconhecem isso. Nossas vidas são temporais: somente depois de compreender isso é que podemos viver uma vida significativa e autêntica”. Gadamer, com influência do mestre Heidegger, disse, em “Verdade e Método” (1960), que “a história não nos pertence, nós pertencemos a ela”. Pois bem. Estamos prestes a comemorar a passagem de mais um ano (de vida!). Temos, sem dúvida, motivos para comemorar e penso que o maior deles reside no fato de estarmos vivos e com saúde; por outro lado, ao me aproximar dos 40, vejo que estou chegando em uma época onde, não muito distante, terei mais história para contar do que futuro para viver! Parece triste (e é!), mas é a vida! Quanto ao ano de 2016, a despeito de ter sido um ano extremamente turbulento no campo da política, da economia, do social, do institucional e do jurídico, para mim foi um ano de muitas realizações profissionais, acadêmicas e pessoais. Sim, sentirei saudades de 2016; neste ano vivi coisas que há tempo não vivia e senti coisas que há tempo não sentia; viajei, conheci pessoas e lugares e, com exceção de uma pequena cirurgia para retirada da vesícula, foi um ano extremamente proveitoso! Espero que 2017 seja, tal como 2016, generoso comigo! Portanto, que venha 2017; e que ele traga toda a esperança de que ainda estarei por aqui por mais alguns anos (muitos!). Ainda não consumei minha vida e, sim, tenho medo da morte. Nietzsche já dizia que a morte só não é aterrorizante quando a vida já se consumou. Portanto, sigamos vivendo! Um forte abraço!


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Marcio Guedes Berti é Professor de Ética Geral e Profissional na Univel – União Educacional de Cascavel, e de Direito Civil III e Direito Tributário da Unipar – Universidade Paranaense, Campus de Cascavel. Advogado. Especialista em Direito Civil e Processual Civil e Mestrando em Filosofia pela Unioeste – Universidade do Oeste do Paraná, Campus de Toledo.
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Imagem Ilustrativa do Post: SAUDADE // Foto de: Gustav von Rosenheim // Sem alterações

Disponível em: https://www.flickr.com/photos/gustavsl/15327586350

Licença de uso: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/legalcode


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